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terça-feira, 4 de outubro de 2011

A Menina da Chuva


Chuva, frio e ela imóvel. À margem da calçada, à margem dos seus sentimentos. Nenhum motivo para seguir, nenhum motivo para ficar. Tão alheia que nem sentia a água fria escorrer pelo seu corpo.
Nesse momento, nada importava. Na verdade, chovia muito mais forte dentro dela. Queria apenas que alguém trouxesse, logo, um arco-íris para iluminar a sua vida.

PS: "Bomba, avião, helicóptero/ Para ocupar território/ E deixar ao deus-dará.../ Outras tragédias não soam..." (Kid Abelha).

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