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sábado, 4 de junho de 2011

O ben(mal)dito dia dos namorados...

... qualquer forma de amor.

O mês de junho mal começou e já vem a tal falação do dia dos namorados... Tenho certeza que eu e outros milhões de solteiros não aguentam mais isso.
Até parece que no dia 12 de junho todo mundo se apaixona, todos os casais se entendem, fazem surpresas, viram românticos por um dia (acho patético esse romantismo forçado), não importa se eles se matam no resto do ano, mas no dia 12... ah, eles tem que demonstrar todo "amor" porque é um dia especial para isso!
Claro que acredito que alguns casais realmente tem motivos de sobra para comemorar e não se amam só nessa data, nos aniversários ou no Natal.
Então vamos combinar uma coisa: todo dia é dia de demonstrar carinho, afeto e respeito por quem você gosta. Podemos ser românticos em qualquer dia, ou em todos os dias... 
O dia dos namorados está tão vinculado ao comércio, como tantas outras datas que perderam seu significado real, que alguns solteiros até se sentem mal "Poxa, esse ano vou passar sozinho!", como se tivesse a obrigação de ter alguém ou frustrado por não poder chamar um relacionamento de namoro. Não é assim e não pode ser assim.
Adorei uma frase que está rolando na internet que diz mais ou menos isso "Se não passo o Dia do Índio com um índio, se não comemoro Finados com um defunto, porque 12 de junho tenho que ter um namorado?". Perfeita! Nada dessa história de se alugar, de adotar, de sair agarrando o primeiro mortal que passar na sua frente. Apenas divirta-se como em qualquer outra ocasião.
Lembre-se que os solteiros também se apaixonam, amam, escrevem cartas de amor, sofrem, fazem loucuras e não são infelizes por não estarem em uma relação formal e determinada socialmente chamada "namoro". O amor dispensa rótulos. Nem sempre solteiro significa sozinho. É possível sim viver momentos maravilhosos sem que a pessoa seja seu namorado, sendo simplesmente seu amigo, seu companheiro, seu amor ou seja lá o que for, sem amarras. É possível amar uma pessoa incondicionalmente sem chamá-la de namorado, sem esse compromisso, sem essa imposição. 
Por isso, dia 12 pode até ser muito especial, mas é só um dia. Ainda prefiro comemorar os outros 364. Por mais que as histórias sejam mal resolvidas, complicadas, sem sentido, impossíveis... mas que elas realmente acelerem o coração.
Presentes em datas comemorativas são muito previsíveis, o bom é surpresa de verdade, sem saber quando ela vem. Não quero um sentimento dentro de uma caixa com um laço, esquecido em algum canto da estante. Quero um sentimento livre. Um sentimento que seja como o ar, que você não precisa falar e lembrar dele a toda hora, mas que não vive sem.

PS: "Love doesn't come in a minute,/ Sometimes it doesn't come at all/ I only know that when i'm in it/It isn't silly, no, it isn't silly, love isn't silly at all" (Paul McCartney).

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